Chapo defende turismo de golfe como nova fronteira de investimento e desenvolvimento económico

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defende que Moçambique deve transformar o golfe numa indústria capaz de atrair investimento, criar empregos e diversificar a economia nacional. No encerramento da primeira edição do Golf Summit 2026, em Vilankulo, o Chefe do Estado destacou a criaçã

Chapo defende turismo de golfe como nova fronteira de investimento e desenvolvimento económico

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defende que Moçambique deve transformar o golfe numa indústria capaz de atrair investimento, criar empregos e diversificar a economia nacional. No encerramento da primeira edição do Golf Summit 2026, em Vilankulo, o Chefe do Estado destacou a criação da Zona Especial para o Turismo de Golfe de Inhambane, apelou ao envolvimento de investidores nacionais e estrangeiros e anunciou que a segunda edição do encontro terá lugar em 2027.

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, considera que o turismo de golfe representa uma nova oportunidade para acelerar a diversificação económica de Moçambique, atrair investimentos privados e criar postos de trabalho, sobretudo para jovens e mulheres.

A posição foi defendida este sábado, 7 de Novembro, durante a cerimónia de encerramento da primeira edição do Golf Summit 2026, realizada em Vilankulo, província de Inhambane, sob o lema «O Golfe como Nova Fronteira de Investimento e Desenvolvimento de Moçambique».

Na sua intervenção, Chapo afirmou que a aposta nesta modalidade desportiva deve ultrapassar a dimensão competitiva e transformar-se num instrumento de desenvolvimento económico, cooperação internacional e criação de riqueza.

«A nossa determinação é fazer do golfe uma porta aberta ao investimento, uma porta entre povos e mercados e um instrumento de criação de riqueza e bem-estar para os moçambicanos», declarou o Chefe do Estado.

O Presidente explicou que o golfe está associado a uma cadeia de actividades económicas que envolve hotelaria, transportes, construção, restauração, serviços financeiros, tecnologias e formação profissional, sectores que poderão beneficiar da expansão do turismo especializado.

Segundo o estadista, o objectivo do Governo não consiste apenas na construção de novos campos de golfe, mas no desenvolvimento de uma indústria competitiva, capaz de gerar receitas, formar profissionais e assegurar maior participação dos moçambicanos nas cadeias de valor do turismo.

Zona Especial para o Turismo de Golfe pretende atrair investimentos

Durante o discurso, Daniel Chapo destacou a criação da Zona Especial para o Turismo de Golfe da Província de Inhambane, através do Decreto n.º 56/2026, de 9 de Setembro, como um dos instrumentos institucionais destinados a impulsionar o desenvolvimento desta actividade.

A iniciativa surge na sequência da aposta governamental no potencial turístico da província, proclamada Capital do Turismo de Moçambique em 2025.

O Chefe do Estado considerou que a realização do Golf Summit representa mais um passo na concretização dessa estratégia, ao aproximar investidores, instituições, empresários e especialistas para identificar oportunidades de negócio e transformar o potencial do sector em projectos concretos.

Entretanto, advertiu que a criação de instrumentos legais, por si só, não garante resultados, defendendo que estes devem ser acompanhados por investimentos responsáveis, projectos economicamente viáveis e capacidade de execução.

«Os instrumentos legais só produzirão resultados se forem acompanhados por investimento responsável, projectos viáveis e capacidade de execução», sublinhou.

Governo convida investidores nacionais e estrangeiros

O Presidente da República apelou aos investidores nacionais e estrangeiros para estabelecerem parcerias com empresas moçambicanas e participarem no desenvolvimento de empreendimentos turísticos economicamente viáveis e ambientalmente responsáveis.

Chapo garantiu que o Governo continuará a trabalhar para melhorar o ambiente de negócios, simplificar procedimentos e proporcionar maior previsibilidade aos investidores interessados em desenvolver projectos no país.

Defendeu igualmente a mobilização de instituições financeiras e fundos de investimento para explorar mecanismos inovadores de financiamento, incluindo parcerias público-privadas.

Neste contexto, atribuiu à Agência Nacional para o Desenvolvimento e Investimento Turístico (ANDITUR) a responsabilidade de assumir plenamente o seu papel de dinamizadora do turismo e da hotelaria, funcionando também como Balcão Único de Investimento no Turismo.

O estadista encorajou a Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Indústria de Golfe (AMOGOLFE) e os investidores a trabalharem em estreita articulação com aquela instituição.

Durante a cerimónia, o Presidente saudou ainda a assinatura de contratos e memorandos de entendimento entre a AMOGOLFE e os seus parceiros, considerando que os instrumentos representam um passo importante na transformação das intenções em acções concretas.

Para Chapo, os compromissos assumidos durante o encontro deverão resultar em empreendimentos, investimentos, oportunidades de negócio e novos postos de trabalho para os moçambicanos.

Inhambane quer afirmar-se como destino internacional de golfe

Na visão apresentada pelo Chefe do Estado, Inhambane reúne condições para desenvolver uma oferta turística integrada, combinando o golfe com o turismo de praia, natureza, cultura, gastronomia, aventura e negócios.

Vilankulo e o arquipélago de Bazaruto foram apontados como elementos importantes dessa estratégia, permitindo associar a prática desportiva à descoberta do património natural e cultural do país.

Chapo defendeu que esta combinação deve transformar-se numa vantagem competitiva para Moçambique, posicionando Inhambane como referência no turismo de golfe e abrindo caminho para o desenvolvimento de destinos semelhantes noutras províncias.

O Presidente manifestou ainda o desejo de transformar Vilankulo num centro permanente de diálogo, conhecimento, investimento e cooperação internacional em torno da indústria do golfe.

Chapo defende cooperação regional e liberalização do transporte aéreo

A estratégia apresentada pelo Governo ultrapassa as fronteiras nacionais. Daniel Chapo defendeu uma maior cooperação entre os países africanos para a criação de circuitos regionais de golfe, organização de competições internacionais, formação de talentos e promoção conjunta dos destinos turísticos.

O estadista considerou que África deve deixar de ser apenas um destino desta indústria e assumir também um papel activo na sua organização, gestão e desenvolvimento.

Na África Austral, destacou a necessidade de melhorar a conectividade e aproveitar a complementaridade entre os destinos turísticos da região. Neste âmbito, referiu as reformas em curso no país, incluindo a aprovação da lei que liberaliza o mercado de transporte aéreo em Moçambique, como parte dos esforços para facilitar a integração turística regional. O Presidente valorizou igualmente a chamada diplomacia do golfe, considerando que a modalidade pode aproximar pessoas, criar confiança, abrir mercados e favorecer novas parcerias económicas. Juventude e mulheres no centro da estratégia Outro dos aspectos centrais do discurso presidencial foi a necessidade de garantir que os benefícios económicos do turismo de golfe alcancem diferentes segmentos da sociedade moçambicana. Chapo defendeu que os jovens e as mulheres devem participar activamente no desenvolvimento desta indústria, desde a concepção e construção dos empreendimentos até à sua gestão e operação. Entre as oportunidades profissionais identificadas estão as áreas de manutenção de campos, hotelaria, gestão, treinamento desportivo, especialização ambiental, empreendedorismo e domínio das novas tecnologias associadas ao turismo e ao desporto. O Chefe do Estado apelou às universidades, escolas técnico-profissionais e instituições de formação para estabelecerem parcerias com os operadores do sector, promovendo formação especializada, certificação de competências, investigação e transferência de conhecimento. Defendeu também a aproximação do golfe às escolas e comunidades, para que crianças e jovens de diferentes pontos do país possam descobrir a modalidade, desenvolver talentos e encontrar novas oportunidades de realização pessoal e profissional. «O golfe não deve ser uma actividade reservada a poucos, mas uma modalidade que promova a inclusão, a disciplina e a realização dos sonhos da nossa juventude», afirmou. Sustentabilidade ambiental deve acompanhar os investimentos Apesar das perspectivas económicas, Daniel Chapo alertou para a necessidade de assegurar que a expansão da indústria do golfe respeite o ambiente e as comunidades locais. O Presidente observou que os campos de golfe exigem uma gestão cuidadosa da água e do território, defendendo a utilização de tecnologias de irrigação eficiente, soluções sustentáveis para a gestão dos recursos hídricos e medidas de conservação da biodiversidade. Acrescentou que os empreendimentos turísticos devem integrar-se nas comunidades onde são instalados, respeitar a cultura local, desenvolver fornecedores nacionais e contribuir para a melhoria das condições de vida das populações. Na sua perspectiva, o investimento deve produzir benefícios duradouros para a economia nacional, em vez de se limitar à construção de infra-estruturas turísticas. Segunda edição do Golf Summit anunciada para 2027 No encerramento do encontro, Daniel Chapo anunciou que a segunda edição do Golf Summit deverá realizar-se em 2027, nos meses de Outubro e Novembro, convidando desde já investidores, empresários, especialistas e parceiros nacionais e internacionais a participarem na próxima edição. O Presidente manifestou a expectativa de que o próximo encontro não se limite à renovação dos compromissos assumidos, mas permita apresentar os primeiros resultados concretos das parcerias estabelecidas durante a edição inaugural. O estadista reconheceu o contributo da AMOGOLFE pela organização do evento e pela iniciativa de colocar o golfe na agenda do turismo, do investimento e do desenvolvimento económico e social de Moçambique. Ao declarar encerrada a primeira edição do Golf Summit 2026, Chapo defendeu que o sucesso da iniciativa deverá ser medido pelos empreendimentos criados, profissionais formados, empresas nacionais desenvolvidas e oportunidades deixadas às novas gerações. «Que este Golf Summit marque o início de uma nova etapa nesta nova era na afirmação de Moçambique como destino de turismo de golfe, onde a visão se transforme em acção e as oportunidades se traduzam em prosperidade partilhada», declarou.

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